Eu não quero uma arma, nunca quis. Nem mesmo sei atirar. Mas é fato que não estou nem um pouco disposto a abrir mão do direito de ter uma arma um dia.
Me enoja a maneira como essa campanha está sendo dirigida. Querem convencer o povo que a bandidagem dos morros cariocas tem armas por que roubaram de “pessoas comuns” em assaltos?! A não ser que as “pessoas comuns” em questão possuam fuzis automáticos, lançadores de mísseis e granadas, eu não consigo cair nesse papo.
A proibição não trará bem nenhum à população. Os bandidos já compram armas ilegais e continuarão a fazer isso. A única novidade é que o “cidadão comum” também será forçado a elar pra ilegalidade. Isso tudo só vai incentivar ainda mais o mercado negro de armas no país.
Mas o que está me matando é que a população brasileira é burra o bastante para não ver além do óbvio. Vão votar no SIM por que assistem os atores da Globo na TV fazendo apelo pela paz e não se preocupam nem um pouco em estudar mais profundamente o assunto.
Ontem, em seu programa, o Jô Soares disse que votará no NÃO usando mais ou menos os mesmos argumentos em que acredito. Passei a respeitar o gordo depois dessa. É pena que nenhuma “celebridade” vai querer colocar sua cara na propaganda da TV dizendo isso para o povo inculto e limitado deste país.
Só me resta então torcer para que a massa iletrada passe em frente à uma banca de revistas e decida comprar a edição de VEJA desta semana. Leitura obrigatória para qualquer um que pretende votar no dia 23.



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