Enquanto Alice foi passear no “Ricife” e jura que lá é uma mistura perfeita de tudo de bom que tem em São Paulo e no Rio de Janeiro (como se tivesse algo de bom no Rio…) e o Ganesha (que não tem mais blog) está acampado no Peru eu também resolvi sair de férias.
Só que ao contrário dos meus amigos não fui para nenhuma meca do entrentenimento nordestina e nem para algum lugar com duplo sentido. Acabei vindo mesmo para Niquelândia, também conhecida por alguns como o fim do mundo.
Como essa metrópole goiana não dispõe de aeroporto tive que chegar através de Brasília. Aproveitei o tempo que fiquei por lá para procurar algum deputado do PT e pedir minha parte do mensalão mas não obtive sucesso. Acho que todos estavam ocupados demais carregando malas de dinheiro.
Falando nisso vi a polícia federal prendendo uma mulher que portava um volume incomum dentro das calças. Tava na cara que a criatura em questão era um travesti mas em tempos de cuecas mais valorizadas que cofres nunca se sabe o que esperar.
Na viagem de Brasília até Niquelândia (cerca de três horas e meia) vi uma das coisas mais surreais de minha vida: o sol começou a se pôr e o céu foi mudando de tonalidade. Primeiro estava amarelado, depois ficou cor de laranja, vermelho e finalmente cor de rosa. Rosa-choque. Por segundos cheguei até a pensar que estava passando por Pelotas…
Chegando em Niquelândia era óbvio que eu precisava conhecer os grandes points da cidade onde a galera vai curtir as baladas e as noitadas niquelandenses. O melhor lugar para começar foi o Bar do Mosquito. Um barzinho simpático comandado pelo Seu Mosquito e sua esposa, a Dona Mosca. Comi um churrasco até legal lá, pena que o pessoal não sabe direito como devem ser os acompanhamentos. Não tinha farofa (churrasco sem farofa é um absurdo), o aipim (que eles insistem em chamar de mandioca) não tava legal e o feijão tropeiro era na verdade tutu à mineira. Mas tudo bem, a carne tava muito boa e é isso que importa numa churrascaria.
Amanhã vou para Goiânia, aguardem comentários em breve.


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