Ontem aproveitei uma rara segunda-feira de folga e fui ao cinema.
Para comemorar esse evento tão único encarei uma sessão tripla. Foram mais de seis horas de ação, emoção e porradaria. Vamos aos comentários.
Cruzada
Vi esse filme apenas por que Madagascar não tinha estreado, ainda bem.
Cruzada traz de volta tudo aquilo que faz um filme ser épico. O diretor mostrou que ele pode não ser Wolverine mas manda bem naquilo que faz. Orlando Bloom está se saindo cada vez melhor como protagonista e o elenco de apoio é muito competente. Destaque especial para o ator árabe que interpreta Saladino.
A ambientação de Jerusalem é muito bem feita e a batalha pela sua libertação não deixa nada a dever às grandes cenas de ação da trilogia Senhor dos Anéis. Taí mais um filme para comprar o DVD, fico aqui só imaginando os extras…
Sr. e Sra. Smith
O roteiro do filme é raso como um píres. Os personagens coadjuvantes não tem motivação alguma. As cenas de ação são tão absurdas que é impossível acreditar nelas. Então por que diabos esse filme é bom?!
A resposta é simples: a química entre Angelina Jolie e Brad Pitt incendeia e dá forma ao filme. Tanto nas cenas de porrada quanto nas de amor/sexo. Não é à toa que Pitt se separou da mulher depois desse filme. A química que rolou ali não era só dos personagens, não mesmo!
Sr. e Sra. Smith é uma comédia de ação divertida e sem maiores pretensões, vai ver é por isso que funciona tão bem como Sessão da Tarde.
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Batman Begins
Não deu para Star Wars, o melhor filme do ano é mesmo Batman Begins.
Os atores estão muito bem, a caracterização dos personagens é sensacional (Jim Gordon está perfeito), a ambientação de Gothan é ótima (parece uma cidade de verdade), os vilões são críveis e com motivações reais que fazem sentido.
O roteiro foi consistente e as homenagens à Ano Um fazem nosso lado nerd ir à loucura. O Batmóvel em ação é muito legal. Os personagens coadjuvantes são todos ótimos, até por que com atores como Morgan Freeman e Michael Caine é impossível ter um resultado ruim.
Adorei o Espantalho e Ras… que era o único personagem que não achei bem caracterizado, até chegar o final do filme e mudar minha opinião.
Bruce é retratado como um almofadinha bobo, o que é perfeito, pois o personagem tem de ser assim!
O Batman assumiu um estilo “lenda urbana” com direito a entonação da voz, movimentos de luta e postura quando está parado. Acertaram na mosca!
Uma das coisas mais legais pra mim é a utilização de um recurso que o Raimi fez com Homem-Aranha. O Batman só aparece quando já temos 1h15 de filme. Quando ele finalmente surge na tela todo mundo já gosta e se importa com o Bruce Wayne.
A forma como o bat-sinal surge também é muito interessante.
Agora é esperar a continuação, até por que o filme acaba no jeito certo para um novo começo.
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