O que é EMM?

Um apelido "carinhoso" que ganhei há alguns anos. Aquilo que deveria ter sido uma ofensa acabou virando um elogio, e resolvi admitir que sou mau e misterioso. Ou ao menos finjo isso muito bem.

Perdoem-me pelo trocadilho fácil, mas era inevitável.

Evitei assistir Carandiru nos cinemas, achava que o filme seria uma merda sem tamanho. Quando a Globo resolveu exibí-lo na segunda-feira passada decidi dar uma chance. Até que não me arrependi.

O filme não é bom, mas também não é ruim. Apesar de não ter exatamente um grande conflito central que move a ação ele tem pequenas histórias individuais muito interessantes.

A abientação e as interpretações estavam geniais. Esse filme serviu para mostrar aos brasileiros como é a vida nos presídios nacionais. Bem diferentes daqueles filmes americanos onde a única coisa em comum é mesmo a violência.

A Globo gostou tanto do esquema que até criou uma série em 10 episódios (estréia nesta sexta, depois do Globo Reporter) contando outras das histórias mostradas no Estação Carandiru - o livro de Dráuzio Varela que serviu de base para o filme.

Se a qualidade técnica for mantida esse seriado promete ser muito bom. Especialmente por que poderá se centrar mais nos personagens e suas pequenas nuances, sem a necessidade de  encaminhar as diversas linhas narrativas para um mesmo clímax.

Além disso tudo, Carandiru teve uma boa razão para ser feito. A partir de agora, sempre que alguma guria chata ficar berrando em nossos ouvidos falando sobre como Rodrigo Santoro é lindo, tesão, bonito e gostosão, basta lembrá-la que ele beijou um paraíba. De língua!


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